Por Redação do ge — Monza, Itália
03/09/2026 16h42 Atualizado 03/09/2026
Gabriel Bortoleto cita principais inspirações na carreira na F1
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decretou nesta quinta-feira o alerta de calor para o GP da Itália, a ser disputado entre os dias 4 a 6 de setembro. A decisão foi tomada com base na previsão do tempo para este fim de semana, que projeta os termômetros alcançando até 34ºC.
Verstappen, Norris e Piastri disputam posição no GP da Itália de 2025, em Monza — Foto: Andy Hone/LAT Images
O verão europeu, que está perto do fim, não vai pegar leve neste fim de semana no Circuito de Monza. Da sexta-feira até o domingo, a temperatura máxima esperada é de 34ºC; na pista, esse valor pode chegar a 57ºC. O tempo deve ficar firme em parte dos dias; apenas no domingo há uma pequena chance de chuva, de 10%.
"Em conformidade com o Artigo B1.5.10 do Regulamento da F1 da FIA, tendo recebido uma previsão do Serviço Meteorológico Oficial indicando que o Índice de Calor será superior a 31,0 °C em algum momento durante a Corrida desta Competição, declara-se uma situação de risco por calor", diz o comunicado da Federação Internacional do Automobilismo (FIA), assinado pelo diretor de corrida Rui Marques.
Alerta de calor F1 - Itália — Foto: FIA
Com a decisão, as equipes vão ter que cumprir exigências da FIA para reduzir a sensação de calor dos pilotos dentro do cockpit. A principal é a instalação de um sistema de refrigeração de pilotos no carro, com a exceção de equipamentos pessoais.
As regras estipulam que todo o equipamento deve estar instalado antes do início de corridas, sejam elas principais (aos domingos) ou sprint, quando há - o que não é o caso do GP da Itália.
Além disso, também há a possibilidade de os pilotos utilizarem um colete de refrigeração pessoal, mas o item não é uma unanimidade entre os competidores e, portanto, o uso não é obrigatório.
Oliver Bearman com colete de resfriamento no paddock, antes do GP de Singapura de F1 2025 — Foto: Clive Rose - Formula 1/Formula 1 via Getty Images
Caso um piloto opte por não usar a vestimenta, a equipe deve acrescentar um lastro de 0,5kg no carro, com o objetivo de compensar o peso do item e manter a isonomia da competição.
O alerta de calor foi introduzido no ano passado na Fórmula 1, e utilizado pela primeira vez no GP de SIngapura daquele ano. A ideia da FIA era tornar o equipamento totalmente obrigatório neste ano, mas a entidade voltou atrás e manteve o uso do colete como opcional.
A ideia de introduzir o sistema de resfriamento dos pilotos surgiu após o mal-estar sofrido pelos pilotos depois do GP do Catar de 2023. O americano Logan Sargeant, à época na Williams, abandonou a corrida em Lusail com sintomas de desidratação severa e gripe.
Gripado, Logan Sargeant teve de abandonar a prova precocemente com uma desidratação severa no Catar — Foto: Williams Racing
Sargeant não foi o único a sentir o calor extremo no Catar: Esteban Ocon, hoje na Haas, revelou ter vomitado no capacete. Já Lando Norris e Lance Stroll relataram visão borrada e perda de consciência. O canadense da Aston Martin teve muita dificuldade para sair do carro ao término da corrida, e outros pilotos quase desmaiaram no centro médico.
Infos e horarios - GP da Itália da F1 2026 — Foto: Infoesporte