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Wallace Yan destaca mentalidade de cooperação no Bragantino e se diz apto para estrear

Por Danilo Sardinha — Bragança Paulista, SP 04/09/2026 16h45 Atualizado 04/09/2026 O meia-atacante Wallace Yan foi apresentado pelo Red Bull Bragantino nesta sexta-feira.

Wallace Yan destaca mentalidade de cooperação no Bragantino e se diz apto para estrear
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Por Danilo Sardinha — Bragança Paulista, SP

04/09/2026 16h45 Atualizado 04/09/2026

O meia-atacante Wallace Yan foi apresentado pelo Red Bull Bragantino nesta sexta-feira. O jogador de 21 anos, que pertencia ao Flamengo, foi contratado por 6 milhões de euros (R$ 35,5 milhões) e assinou contrato até 2031.

Na coletiva de apresentação, Wallace Yan comentou a disputa por espaço no Flamengo e destacou chegar ao clube de Bragança Paulista com a mentalidade de cooperação com o time.

– Como eu sempre falei, eu tenho 21 anos. Lá tem jogadores que são mais velhos e estão mais consolidados no time principal. Eu estava ali trabalhando todo dia para conquistar meu espaço, mas sabendo também das condições do Flamengo. São os melhores jogadores que tem no Brasil. Eu estava trabalhando, estava ali para dar opção para o treinador. Aqui no Red Bull eu me vejo como um cara que pode dar bastante resultado positivo. Um cara que pode fazer gol, dar assistência. O mais importante é ajudar o Bragantino. Essa é a minha mentalidade – destacou.

Wallace Yan é apresentado pelo Bragantino — Foto: Cárila Covas/Red Bull Bragantino

O jogador já apareceu no BID e, treinando há três dias com o elenco do Bragantino, está apto para estrear. O atleta deve ser relacionado para o jogo contra o Bahia, neste sábado, às 16h, no Cìcero de Souza Marques, pela 26ª rodada do Brasileirão. Porém, começar a partida no banco de reservas.

– Estou apto para jogar. Mas isso vai do treinador também. Ele já tem um time na mente dele. Eu estou chegando agora, estou conquistando meu espaço. Estou trabalhando nisso – disse.

A sua negociação com o Bragantino começou lá em janeiro e ela foi concretizada somente agora. Você até deu entrevista em tom de despedida para o Flamengo na época. Como foi não ter vindo para o Bragantino naquele período e o que mudou do Wallace do início das negociações para o Wallace que chegou agora no Bragantino?

Wallace Yan: Sobre a negociação do começo do ano, eu não estava muito por dentro. Foi mais entre a direção do Flamengo e do Red Bull Bragantino. Eles estavam resolvendo. No começo, a minha cabeça estava no Flamengo porque não tinha nada assinado, concreto. Não estava por dentro da negociação do começo do ano.

O Bragantino hoje é visto como um clube que desenvolve muitos jovens jogadores, assim como você. O que te atraiu ao projeto do Red Bull Bragantino? O que você espera evoluir nos próximos anos com a camisa do Braga?

O projeto é muito bom, confia nos atletas mais novos, dá oportunidades a muitos. Isso me atraiu muito. Também a confiança da direção, que me acolheu de uma forma inexplicável. Estou aqui para ajudar.

Wallace Yan em apresentação no Bragantino — Foto: Cárila Covas/Red Bull Bragantino

A gente sabe que muitos jogadores têm aspectos que precisam ser melhorados. No seu caso, qual é a principal característica que você entende que precisa evoluir? E o quanto essa estrutura do Red Bull Bragantino pode te ajudar nisso?

Tem diversas coisas que eu preciso evoluir. Seja dentro de campo ou fora também, como pessoa. Isso eu estou trabalhando, estou me cuidando. O Red Bull também está me dando todo o suporte, graças a Deus.

Você chegou essa semana, já fez alguns treinos e vinha também treinando no Flamengo. Como é que você está para a partida do fim de semana? Está em condições de jogar alguns minutos com o Bahia?

Sim. Estou apto para jogar. Mas isso vai do treinador também. Ele já tem um time na mente dele. Eu estou chegando agora, estou conquistando meu espaço. Estou trabalhando nisso.

Você prefere jogar em qual função?

Esse vale para o treinador. Eu estou aqui para ajudar. Aqui tem bastantes jovens também que estão bem. Estão trabalhando. Eu tenho que chegar aqui para trabalhar e conquistar um espaço.

Como foram as primeiras conversas com o técnico Vagner Mancini? Como ele pretende te usar nesse time do Bragantino?

Foi uma conversa bem produtiva. Ele tem a confiança nos jogadores que ele tem aqui. Ele tem a confiança em mim. Ele tem um plano e um projeto dele. Eu estou aqui para ajudar.

O Bragantino vem, ano a ano, tentando se consolidar na Série A e buscar o protagonismo dentro do futebol brasileiro. Qual a sua importância nessa construção para o Bragantino chegar ao topo nos próximos anos?

Não só a minha importância. A importância é de todos. Estou aqui para dar mais um gás, dar mais uma ajuda para o Bragantino continuar mais forte. Se Deus quiser, chegar ao topo.

Você esteve naquele jogo entre Bragantino e Flamengo, que o Bragantino ganhou por 3 a 0. Qual foi a sua impressão do time do Bragantino? E a impressão do ambiente do estádio do Cícero de Souza Marques?

Depois que a negociação estava avançada, eu vim acompanhando um pouco. A impressão é que é um time que está encaixado, um time de velocidade, de muito pé na bola. O estádio, o Red Bull Bragantino se sente confortável demais quando está jogando ali. Espero ter a mesma sensação.

Como estava a busca por espaço no Flamengo? Você também veio com o Bragantino para ter mais espaço?

Como eu sempre falei, eu tenho 21 anos. Lá tem jogadores que são mais velhos e estão mais consolidados no time principal. Eu estava ali trabalhando todo dia para conquistar meu espaço, mas sabendo também das condições do Flamengo. São os melhores jogadores que tem no Brasil. Eu estava trabalhando, estava ali para dar opção para o treinador. Aqui no Red Bull eu me vejo como um cara que pode dar bastante resultado positivo. Um cara que pode fazer gol, dar assistência. O mais importante é ajudar o Bragantino. Essa é a minha mentalidade.

Gol de Wallace Yan contra o Lausanne

Há diferenças entre Flamengo e Bragantino, não apenas em questão de torcida, mas também de estilo de cidade. De que maneira você acha que vai ser a sua adaptação a esses dois mundos distintos?

Todo jogador de futebol profissional tem que se adaptar a cada local que ele joga, que ele frequenta. Isso para mim vai ser fácil. Minha cabeça está toda no Red Bull Bragantino. Como eu falo, estou muito feliz aqui.

Ainda falando sobre essa questão de adaptação, você começou com as categorias de base da Ferroviária de Araraquara, que também é um clube de interior. O quanto ter essa vivência com o interior pode impactar na sua adaptação aqui?

Impacta pouco. Porque independente de que eu já vivi isso, eu voltei para o Rio. Fiquei quatro anos lá. Fiquei na casa da minha família. Mas isso não me impede de vir para cá, de ser feliz aqui. E é isso que eu estou buscando.

Wallace, essa sua mudança, como que foi fora de campo? Você está vindo com a família?

Minha mãe não veio ainda. Mas a cada momento que ela chega, vou descobrir algumas coisas dela. Ela tem meus irmãos mais novos. E se quiser me juntar, sempre vou estar tentando ficar perto deles, porque isso é o meu conforto. Isso me ajuda bastante.

O que achou da estrutura do Red Bull Bragantino?

Tem um CT top também, mas aqui pelo tamanho, tem a academia, os campos tem bastante qualidade. Então, isso me impressionou bastante.

Wallace Yan em apresentação no Bragantino — Foto: Cárila Covas/Red Bull Bragantino

O Bragantino aposta em jovens e tem casos de atletas que não estavam tendo espaço em outros clubes, vieram para cá e depois foram para Europa. Você também tem esse pensamento?

Todo jogador tem o sonho de ir para a Europa, mas a minha cabeça está na equipe do Red Bull Bragantino, é um clube que me acolheu. Então, estou bastante focado aqui, prefiro dar um resultado 100% aqui do que ficar pensando lá fora e meu rendimento não ser o que o Red Bull Bragantino espera.

Você conhecia algum jogador do elenco? Como foi a recepção?

Já conhecia o Vinicinho. Eu já joguei com ele lá no Flamengo. Mas já vi o Lucas Barbosa jogar, quando jogava no Santos, o Gabriel também, que é um dos caras me acolheram bem aqui, conversaram comigo. Estão me direcionando na forma certa.

Você ganhou o número 47 aqui no Bragantino. Por que a escolha desse número?

Por causa de família mesmo. Prefiro não falar.

Você já acompanhava o trabalho Mancini? Há algum aspecto que te chama a atenção na forma que ele conduz as equipes e os grupos dele?

Acompanhei desde quando surgiu, mas eu vejo que ele é um treinador que passa bastante confiança para o atleta. O atleta tem que pegar na bola, tem que tomar a melhor decisão, porque nós fizemos muito no campo. Então a confiança dele, deixa o jogador ir mais leve.

Você chegou a falar com o Léo Ortiz, que já jogou aqui, quando estava vindo para o Bragantino?

No começo, eu não estava muito por dentro. Mas agora, graças a Deus, deu certo. Eu dei uma conversada com ele e ele me incentivou bastante. Isso me ajudou bastante.