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Atlético-GO cobra punição após denúncia de injúria racial em jogo contra o Juventude: "Prática suja e peçonhenta"

Por Pedro Paulo Lemes e Sílvio Túlio — Goiânia 06/09/2026 15h44 Atualizado 06/09/2026 Atlético-GO denuncia episódio de injúria racial contra o goleiro Paulo Vitor, na série B O Atlético-GO se posicionou em relação à denúncia de injúria racial feita pelo goleiro Pau…

Atlético-GO cobra punição após denúncia de injúria racial em jogo contra o Juventude: "Prática suja e peçonhenta"
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Por Pedro Paulo Lemes e Sílvio Túlio — Goiânia

06/09/2026 15h44 Atualizado 06/09/2026

Atlético-GO denuncia episódio de injúria racial contra o goleiro Paulo Vitor, na série B

O Atlético-GO se posicionou em relação à denúncia de injúria racial feita pelo goleiro Paulo Vitor, no jogo contra o Juventude, pela 26ª rodada da Série B. O jogador alegou ter sido chamado de “macaco” por um torcedor da equipe gaúcha. Em nota oficial divulgada neste domingo, o clube repudiou o episódio, prestou solidariedade ao atleta e cobrou punição aos responsáveis (veja a íntegra ao final do texto). A situação também foi relatada na súmula da partida.

Na publicação, o Dragão declarou total apoio a Paulo Vítor, além de cobrar que as autoridades gaúchas identifiquem os responsáveis e apliquem as devidas sanções.

— O Atlético Goianiense espera que episódios desta natureza não voltem a ocorrer no futebol brasileiro. Essa prática de diminuir o indivíduo pela sua cor ou raça é uma prática baixa, suja e peçonhenta. Espera-se que os responsáveis pelas ofensas sejam identificados e punidos severamente pela lei, diz um trecho da nota.

Após a partida, o gerente de futebol do Atlético-GO, Júnior Murtosa, disse que o episódio mexeu com todos dentro do clube e classificou a situação como “inadmissível”.

— É claro que dói em todos, principalmente nele. Esse ato de racismo deve doer muito também nos familiares ao saberem do ocorrido, mas dói em nós também. Não apenas por ele ser um companheiro, mas porque isso não pode estar presente no nosso dia a dia, em qualquer lugar onde estejamos. Isso é inadmissível, declarou.

Ele afirmou ainda que as câmeras do estádio estão sendo analisadas para tentar identificar o suspeito da injúria.

Paulo Vítor - goleiro do Atlético-GO — Foto: Raphael Teixeira / ACG

Em relato na súmula, o árbitro Ramon Abatti Abel esclareceu que não presenciou nem ouviu a manifestação. Segundo o documento, ele tomou conhecimento do caso exclusivamente a partir do relato do goleiro.

Inicialmente, Paulo Vítor teria informado ao quarto árbitro, Eduardo Fernandes Bastos, que um torcedor havia feito um “gesto de macaco” em sua direção. Na sequência, ao conversar diretamente com o árbitro, o goleiro relatou que havia sofrido um ato de racismo.

Posteriormente, já no vestiário da arbitragem, na presença de representantes dos dois clubes e do delegado da partida, Paulo Vítor apresentou uma versão mais específica sobre o ocorrido. Segundo o documento, o goleiro afirmou que não houve gesto, mas uma manifestação verbal: “Joga a bola, macaco”.

O Juventude não havia se pronunciado a respeito do ocorrido até a publicação desta reportagem. Apesar disso, Murtosa declarou que os funcionários do estádio deram todo o apoio necessário ao clube goiano.

— O responsável pela logística do jogo aqui no estádio Alfredo Jaconi esteve prontamente nos auxiliando. Ele nos acompanhou até o policiamento para que tudo seja esclarecido e para que o torcedor seja identificado.

O Atlético Goianiense vem a público manifestar total apoio e solidariedade ao atleta Paulo Vitor, pelas ofensas sofridas já no final do jogo entre Juventude x Atlético Goianiense, no Estádio Alfredo Jaconi.

O Atlético repudia de forma veemente qualquer ato de racismo ou discriminação.

O Atlético Goianiense está ao lado de Paulo Vitor e espera que as autoridades identifiquem os autores das injúrias e que os atos ocorridos sejam devidamente apurados. É importante ressaltar que a direção do Juventude, desde o primeiro momento, se colocou à disposição com o intuito de identificar os responsáveis e esclarecer os acontecimentos.

O Atlético Goianiense espera que episódios desta natureza não voltem a ocorrer no futebol brasileiro. Essa prática de diminuir o indivíduo pela sua cor ou raça é uma prática baixa, suja e peçonhenta. Espera-se que os responsáveis pelas ofensas sejam identificados e punidos severamente pela lei.