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Chances de título: Flamengo vai a 69% e abre 41 pontos percentuais sobre o potencial do Palmeiras

Por Valmir Storti — Rio de Janeiro 07/09/2026 00h03 Atualizado 07/09/2026 Remo 0 x 1 Flamengo | Melhores momentos | 26ª rodada | Brasileirão 2026 Novo líder do Brasileirão, o Flamengo passa a ter 69% de chances de ser o campeão do Campeonato Brasileiro, abrindo sob…

Chances de título: Flamengo vai a 69% e abre 41 pontos percentuais sobre o potencial do Palmeiras
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Por Valmir Storti — Rio de Janeiro

07/09/2026 00h03 Atualizado 07/09/2026

Remo 0 x 1 Flamengo | Melhores momentos | 26ª rodada | Brasileirão 2026

Novo líder do Brasileirão, o Flamengo passa a ter 69% de chances de ser o campeão do Campeonato Brasileiro, abrindo sobre o Palmeiras a maior diferença entre os potenciais de título desde antes da Copa do Mundo.

O Rubro-Negro derrotou fora de casa o Remo (1 a 0) e em seguida viu o Palmeiras empatar como visitante com o Botafogo (0 a 0), o que fez a diferença dos potenciais crescer para 41 pontos percentuais.

O Alviverde só venceu dois dos últimos seis jogos pelo Brasileirão (2 V, 2 E, 2 D), e suas chances de título diminuíram de 36,48% para 28,31%. Ao final de julho, o potencial do Palmeiras era 28 pontos percentuais maior do que o do Flamengo (59,52% contra 31,57%), a maior diferença antes desta rodada, como mostra o infográfico abaixo.

O terceiro colocado Athletico-PR perdeu fora de casa para o Cruzeiro (3 a 1) e passou a ter apenas 1,65% de chances de ser campeão. Veja como ficaram as chances de título após a disputa dos jogos do fim de semana. A rodada ainda tem Vitória x Grêmio a ser disputado nesta segunda-feira, às 20h. Após essa partida, publicaremos as chances de as equipes permanecerem na Série A em 2027.

As chances são determinadas por modelos estatísticos aplicados pelo economista Bruno Imaizumi sobre microdados coletados pela equipe do Gato Mestre desde 2013. Foram analisadas as características de todas as finalizações e resultados de 5.194 jogos de Campeonatos Brasileiros, que servem de parâmetro para medir a produtividade atual das equipes no ataque e na defesa a partir da métrica de expectativa de gol (xG), consolidada internacionalmente.

Se uma equipe com desempenhos ofensivos e defensivos apenas medianos será visitante no segundo turno contra adversários que estejam com as melhores performances como mandantes, as chances desse visitante vencer são menores do que de um time eficiente e de alta produtividade ofensiva que tem agendados confrontos contra adversários que, neste momento, estejam com os piores desempenhos caseiros.

Porém, conforme novos jogos são disputados, os potenciais futuros mudam, rodada a rodada. Essas são algumas possibilidades que explicam quando as chances não acompanham exatamente as posições atuais da tabela de classificação: os potenciais futuros são diferentes dos resultados já conhecidos, entre outros motivos, devido à inversão de mandos no returno.

Fluminense 1 x 0 Vasco | Melhores momentos | 26ª rodada | Brasileirão 2026

Invicto há nove jogos no Brasileirão, o Fluminense empatou em pontos com o Athletico-PR e só não alcançou a terceira colocação da classificação por ter uma vitória a menos do que a equipe paranaese. Com a vitória sobre o Vasco no Maracanã (1 a 0), o Tricolor aumentou de 62% para 71% suas chances de disputar a Libertadores do ano que vem. Os cinco primeiros colocados participam da competição.

O Bahia derrotou o Bragantino fora de casa (3 a 2) e foi a equipe que conseguiu a maior escalada em busca de uma vaga na Libertadores, aumentando seu potencial em 15 pontos percentuais. Suas chances subiram de 40% para 55%.

Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de "Gols Esperados" ou "Expectativa de Gols" (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência as finalizações cadastradas pelo Gato Mestre em 5.154 jogos do Brasileirão desde a edição de 2013.

As variáveis consideradas no modelo são: (1) a distância e o ângulo da finalização em relação ao gol; (2) se a finalização foi feita cara a cara com o goleiro; (3) se foi feita sem a presença do goleiro; (4) a parte do corpo utilizada para concluir; (5) se a finalização foi feita de primeira, ajeitada ou carregada; se o chute foi feito com a perna boa ou ruim do jogador; (6) a origem do lance (pênalti, escanteio, cruzamento, falta direta, roubada de bola, lateral, etc); (7) se a assistência foi feita de dentro da área; (8) a posição em que o atleta joga; (9) indicadores de força do chute; (10) o valor de mercado das equipes em cada temporada a partir de dados do site Transfermarkt (como proxy de qualidade do elenco); (11) o tempo de jogo; (12) a idade do jogador; (13) a altura do goleiro em jogadas originadas de bolas aéreas; (14) a diferença no placar no momento de cada finalização.

De cada cem finalizações da meia-lua, por exemplo, apenas sete viram gol. Então, uma finalização da meia-lua tem expectativa de gol (xG) de cerca de 0,07. Cada posição do campo tem uma expectativa diferente de uma finalização virar gol, que cresce se for um contra-ataque por haver menos adversários para evitar a conclusão da jogada. Cada pontuação é somada ao longo da partida para se chegar ao xG total de uma equipe em cada jogo. Essa variação indica as chances de os times vencerem cada adversário e, a partir daí, é calculada a chance de os clubes terminarem o campeonato em cada posição.

O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões sobre as chances de cada time terminar o campeonato em cada posição foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações para gerar resultados. Para cada jogo ainda não disputado, realizamos dez mil simulações.

Saiba como são feitos os cálculos para as matérias de chances do ge

*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.